Qualquer pessoa que já usou uma ferramenta agêntica de código ou de desktop conhece a cena: posso escrever nesta pasta? posso alterar este arquivo? posso executar este comando?
De modo geral, isso é bom. Também pode ficar irritante — e é aí que o paradoxo aparece.
Você avalia as primeiras solicitações com cuidado: o que exatamente ela quer, do que precisa. Na 15ª, você clica em aprovar sem ler, pensando "não vai funcionar se eu não disser sim, então vamos lá".
O instinto de quem projeta é: mais supervisão = mais checkpoints. Faça a IA pedir permissão a cada passo. Parece seguro. Na prática:
- Pedidos demais → você para de prestar atenção.
- Pedidos de menos → você perde o controle.
- A habilidade está no meio: quais interações realmente importam.
Você já conhece esse mecanismo de outro lugar: os avisos de cookies e os termos de uso que todo mundo aceita sem ler. Demais, com muita frequência — e a atenção desaparece. Ficamos insensíveis.
O humano no loop que queríamos vira alguém clicando "sim, permitir" em tudo. A fadiga de aprovação não é falha do usuário — é falha do desenho.