A mentalidade que muitas pessoas — e quase todas as organizações — ainda têm sobre IA é a da automação: pegar um processo que já existe e otimizá-lo.
- Podemos criar nossas campanhas mais rápido?
- Podemos acelerar esse fluxo de trabalho?
- Podemos reduzir o tempo de fechamento dos chamados?
Nada disso é errado — a IA é ótima para acelerar o que já existia. Mas repare no padrão: todas as perguntas partem do que já fazíamos. O teto delas é o presente otimizado.
A pergunta mais interessante é outra:
O que você pode fazer agora que antes não podia — ou não faria?
Porque a IA derruba drasticamente quatro custos de uma vez: dinheiro, tempo, expertise e coordenação. E quando esses custos caem, a fronteira do viável se move — coisas que sempre estiveram do lado "não compensa" atravessam para o lado "por que não?".
A aula inteira é sobre treinar o olho para enxergar essa travessia.