Com um chatbot, o contrato é simples: você pergunta, ele responde, fim da interação. Mesmo quando demora, ainda é pergunta e resposta — o ponto final vem embutido.
Com um agente, esse contrato muda de natureza. Não há um "terminei" automático. O agente pode continuar em loop enquanto achar que tem trabalho a fazer — e num mundo onde ele pode buscar na web, enviar mensagens, escrever código e abrir arquivos, ele quase sempre encontra mais trabalho.
Essa é a diferença que exige um contrato de verdade, como o que você exigiria ao contratar alguém:
- O que precisa ser alcançado (você já sabe: objetivo com contexto).
- Como saber que ficou pronto (você já sabe: critérios de "concluído").
- Dentro de quais limites — tempo, custo, escopo — e quando parar.
As duas primeiras cláusulas vieram do módulo anterior. Este grupo adiciona as que faltam — e duas atitudes que mudam sua relação com os resultados.
Delegar sem contrato não é confiança: é esquecimento. O agente não vai reclamar — vai continuar.